sexta-feira, 23 de novembro de 2007
(...)
sentado na cama vou-me movendo seguindo o sol que entra pela janela e ilumina até o pó e o fumo do cigarro; faço tempo - é engraçada esta expressão, tempo é mesmo daquelas coisas que não podemos fazer, que não sabemos fazer; depois emendo: deixo o tempo passar; e é outra que tal, acaso poderemos alguma vez não deixar o tempo passar? cruzo as pernas, deixo as mãos tombarem no regaço e fecho os olhos para o sol; durante alguns momentos quase sinto o tempo passar através do meu corpo dividindo-o em partículas cada vez mais pequenas que depois se espalham pelo quarto e se confundem com o pó.
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