sexta-feira, 31 de agosto de 2007

ilusão


há um elefante bebé à procura de ser um elefante adulto; mal sabe - mal consegue - ver dois passos à frente. se parar transforma-se em pedra, avançando tornar-se-á sempre pó. pelo meio estica a tromba e apalpa, cheira, inala: pensa que pensa pouco e não sabe onde ir buscar mais informação. já ouviu falar em conhecimento, assim ao de longe, mas não vê sinais do que isso possa representar. a menos que se refiram ao marfim...

terça-feira, 28 de agosto de 2007

cada x -

o elefante cá dentro tem medo dos ratos que por aí andam; ou seja, até posso ser grande e ter quase toda a gente à distância - nada disso é verdadeiro. sempre fui pouco racional e agora cada vez menos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

despejo II

e agora que a garrafa se partiu, com um estrondo que me parou o batimento cardíaco, como é suposto limpar o vinho que se espalha? sento-me e espero que seque? fujo daquilo que fiz? ou calmamente limpo a confusão e saio altiva? espero não me afogar. o líquido vermelho parece aumentar de volume a cada dia.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

mar dentro

se hoje chegasses a mim e me dissesses mar ao ouvido, eu seria um golfinho e levar-te-ia com carinho até ao fundo de nós

terça-feira, 21 de agosto de 2007

castanho e cinzento

da janela, as nuvens ocupam metade do horizonte, a parte superior do céu da noite.