fica o quarto à minha mercê, ao meu capricho. demorei tanto a chegar, agora só ficando ou partindo.
e vai comigo, o quarto, agora somos cúmplices - amamo-nos, isolamo-nos, separamo-nos.
o meu egoísmo espelha-se no meu quarto e logo lhe digo:
- amigo, gosto muito de ti, mas és tu que vens atrás de mim.
ele vem e ás vezes toco-lhe dentro - e ele quer que eu fique lá; é dorido o meu quarto, custa-lhe perceber que rebentar é o melhor remédio. ele não deve ter em atenção a atmosfera instalada; parece-me mesmo que é o último lugar para onde quer olhar; mas como é assim, não há dúvida.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
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