segunda-feira, 27 de agosto de 2007

despejo II

e agora que a garrafa se partiu, com um estrondo que me parou o batimento cardíaco, como é suposto limpar o vinho que se espalha? sento-me e espero que seque? fujo daquilo que fiz? ou calmamente limpo a confusão e saio altiva? espero não me afogar. o líquido vermelho parece aumentar de volume a cada dia.

2 comentários:

contasdevidro disse...

eu digo que não é só o líquido vermelho que não pára de crescer. a virtualidade deixa-nos sempre menos sólidos. vulneráveis.
estamos em decomposição, preparamo-nos para voltar ao estado líquido. algo de bom pode sair disso. talvez a mão fascista tenha líquidos brancos onde o vermelho cria canais, apenas - e não me falem em pombas.
e de certeza que dos canais criados se pode acrescentar alguma coisa a esta... vida.
a ver vamos se agora sei sair daqui. beijo. gabriel

contasdevidro disse...

mas esta tua entrada foi, e é, brilhante. a ver se mais alguém tem atenção.